M&T EXPO
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A M&T EXPO é uma feira ainda jovem para os padrões internacionais, mas traz uma história de crescimento como poucas. É um evento que se consolida a cada edição e traz na sua trajetória empreendedorismo e determinação, e porque não dizer patriotismo de um grupo de engenheiros e técnicos brasileiros que faziam parte da Sobratema. Assim como a Sobratema, a M&T EXPO nasceu da velha e boa conversa entre amigos em mesa de bar. Nesse caso, foram os engenheiros do setor de equipamentos para obras de infra-estrutura que faziam desses encontros a ocasião para trocar informações, dicas e refletir sobre um mercado fechado por muitos anos, mas que nutria uma necessidade urgente de atualização tecnológica. “As principais marcas do início dos anos 90 foram as drásticas mudanças na economia e o processo de abertura de mercado”, lembra o presidente da Sobratema, Afonso Mamede. “A defasagem tecnológica no setor de equipamentos era muito grande, e isso nos preocupava. No nosso grupo, haviam profissionais que tinham a oportunidade de visitar as feiras internacionais, alguns fabricantes e participar de reciclagens lá fora. Isso provocou muitas discussões.” Mamede conta que já no ano de 1994, com a abertura comercial implantada, as empresas brasileiras se mostravam cada vez mais decididas em equiparar sua tecnologia e obter ganhos reais de produtividade, nivelando-se assim com o mercado internacional. Ao mesmo tempo, muitas detentoras de tecnologia descobriam o filão brasileiro e se instalavam no Brasil com unidades fabris ou por meio de seus representantes e dealers. Nesse cenário, com um jeito bem brasileiro de fazer acontecer, surgiu na então jovem Sobratema a idéia de realizar no Brasil um evento que apresentasse ao país e à América Latina o melhor das novas tecnologias que acabavam e chegar. Surgia a M&T EXPO. “A diferença, porém, é que nossa experiência profissional era no canteiro de obras, nos pátios de operações, nos escritórios das empreiteiras ou nas nossas próprias empresas. Não tínhamos a menor idéia de como realizar o evento que planejávamos. Parecia, como de fato é, algo muito complexo. Mas fomos conversando com fabricantes, fornecedores de peças e suprimentos, buscando informações sobre o processo e montamos o escopo do que seria a M&T. Trouxemos profissionais de marketing e outros colaboradores com alguma experiência em eventos”, completa o presidente da Sobratema. Guindastes e escavadeiras fazem arte na Bienal de São Paulo A primeira edição da M&T EXPO, em 1995, foi surreal não só pelo gigantismo da iniciativa mas também pelo local: o prédio da Bienal de São Paulo, em pleno parque do Ibirapuera, local onde tradicionalmente acontecem eventos ligados a arte e a cultura. A primeira M&T EXPO, carinhosamente chamada pela Sobratema de “Feira da Bienal” aconteceu com 70 expositores, entre os principais fabricantes, marcas e dealers, movimentando drasticamente um mercado que já fervilhava. Caracterizada pelo seu teor técnico, sucesso de público e em volume de negócios, a feira da bienal foi mola mestra e o alicerce do que é a M&T hoje. O “boom” de 1997, no Center Norte Correções de rota, novos rumos e outras ambições. A segunda edição da M&T ocupou os três pavilhões do Expo Center Norte em São Paulo, ganhando brilho e repercussão extraordinários. Os esforços para sua realização tiveram início imediatamente após o término da feira da bienal, que culminou com intensa cobertura da imprensa, crescimento vertiginoso do número de expositores, presença de público e divulgação no mercado internacional que começava a enxergar a feira como o mais importante portão de negócios para a América Latina. Alcântara Machado e Pavilhão Imigrantes Quando se despediu do século 20, a M&T EXPO já estava consolidada com sucesso da segunda edição que sacudiu o mercado e impulsionou uma negociação que daria novos rumos à sua realização – a sociedade com a Alcântara Machado Feiras de Negócios, mais importante organizadora de feiras da América Latina, responsável também pelo Salão do Automóvel, UD, FEICON, Fenit, entre outras. Ainda em 1997, Sobratema e Alcântara Machado iniciaram o processo de internacionalização do evento, realizando em março de 1998 a primeira missão técnica para a Conexpo Com-AGG, em Las Vegas, nos Estados Unidos, a mais importante feira do setor nas Américas. Lá, a Sobratema fez contatos com boa parte das associações internacionais de equipamentos para construção e mineração, com organizadores dos maiores eventos do setor como Bauma, na Alemanha, Smopyc, na Espanha e Intermat na França. Máquinas para reconstruir o mundo Em 1999 a feira reabriu o Pavilhão Imigrantes, que recebeu da Sobratema adaptações necessárias para uma feira de grande porte. Tudo foi feito de tal maneira que o pavilhão voltasse a ser palco de grandes eventos como acontece até hoje. Nessa terceira edição, a feira ganhou um braço importante – a primeira feira de equipamentos para mineração, trazendo assim para o mesmo palco um setor estratégico que estaria cada vez mais em alta. “Se o mundo acabar, temos aqui na M&T as melhores máquinas para reconstruir” governador Mário Covas, M&T EXPO, 1999. A abertura da M&T 1999, reuniu dois saudosos ícones da história política e do mundo corporativo brasileiro – o então governador Mário Covas, homem de engenharia, com visão estratégica, e o Dr. Caio de Alcântara Machado, um dos maiores empreendedores que o país já conheceu. Ambos não pouparam elogios à M&T EXPO, que ganhava ainda mais grandiosidade e repercussão, com 137 expositores e 21 mil visitantes nacionais internacionais. 2001: A odisséia da internacionalização A preparação para a feira de 2001 incluiu novos rumos: ampliação do quadro de profissionais, autonomia comercial e principalmente um trabalho agressivo da diretoria internacional da Sobratema, liderada pelo vice-presidente Jonny Altstadt, para incluir a M&T no calendário global e trazer para a feira pavilhões de expositores internacionais de olho no mercado brasileiro. Ao time da M&T foram agregadas algumas pessoas de estratégia para coordenar a área comercial e operacional, como é o caso do engenheiro civil e major da reserva Hugo Ribas Branco, profissional de experiência comprovada em obras vultuosas realizadas pelo país. “Montamos uma estrutura que funciona como uma espécie de QG, conta Hugo Ribas, onde concentramos todos os negócios. A independência da equipe, bem como o apoio e a proximidade com Evaristo Nascimento, da Alcântara Machado, facilitaram bastante o trabalho”. A feira passou a ter estande próprio nas mais importantes feiras do mundo, que junto com o espaço da Sobratema se tornou uma espécie de “embaixada brasileira” que recebia visitantes de todos os lugares, ansiosos por informações sobre o mercado de obras de infra-estrutura no Brasil. Daí pra frente, estiveram presentes na Intermat (França), Bauma (Alemanha), Smopyc (Espanha), Samoter (Itália), sem falar das visitas oficiais realizadas pela Diretoria Internacional e Alcântara Machado às principais entidades ligadas ao setor, espalhadas pelo mundo. O grande susto A festa estava pronta, presenças confirmadas, estandes sendo montados. Foi então que, no dia 11 de setembro, exatamente uma semana antes da abertura oficial da feira de 2001, o mundo acordou assombrado com os atentados terroristas nos Estados Unidos. Para a M&T, o tumulto foi especialmente grande. Além de um pavilhão americano, a AEM – Associação Americana de Equipamentos preparava a realização durante a feira de uma recepção para mais de 500 convidados brasileiros, recriando o clima e a ambientação de Las Vegas, onde se realizaria, no ano seguinte, a CONEXPO. Diante de tamanha fatalidade, a delegação oficial da Conexpo e da entidade americana, assim como dirigentes de algumas empresas e jornalistas convidados não puderam embarcar. No Brasil, a diretoria da Sobratema precisou representa-los nas coletivas de imprensa e outros compromissos. Mas apesar dos pesares, de muito trabalho e empenho, a feira não perdeu seu brilho e, uma vez mais foi vitoriosa, com 254 expositores, mais de 374 marcas e 25 mil visitantes vindos de vários cantos do planeta. 2003 Consagração Internacional Apesar de 2003 ter iniciado com nebulosas dúvidas por parte dos investidores internacionais com relação às mudanças políticas e volatilidade econômica brasileira, os expositores e visitantes internacionais mantiveram na M&T EXPO 2003 uma participação expressiva, superando as expectativas. Foram 15 entidades internacionais e 1287 visitantes estrangeiros vindos de 31 países. O ICE – Instituto Italiano para o Comércio Exterior, entidade consular da Itália no Brasil, esteve presente com duas associações e 12 empresas italianas de grande porte. O pavilhão alemão, com apoio da associação de fabricantes de equipamentos da Alemanha – a VDMA – compareceu com 14 expositores, número que superou a participação germânica em edições anteriores. Outra associação européia presente foi a espanhola ANMOPYC/ SMOPYC, também acompanhada de duas empresas expositoras. Os fabricantes asiáticos também ficaram convencidos de que a feira brasileira é a oportunidade de apresentar aos países do hemisfério sul as tecnologias agregadas nas marcas de equipamentos que produzem. Foi em 2003 que a China National Construction Machinery Corp confirmou, pela primeira vez, participação na feira brasileira, acompanhada de um expositor. A KOCEMA, entidade coreana de fabricantes de equipamentos, trouxe um pavilhão com nove empresas. A Association of Equipment Manufacturers (AEM), responsável pela realização da Conexpo CON/AGG nos Estados Unidos participou com um pavilhão americano acompanhado de sete empresas de equipamentos. As empresas expositoras fizeram apresentações técnicas e work shops sobre seus produtos. Consolidação latino-americana Em 2006, em sua sexta edição, a M&T EXPO teve sua imagem consolidada como a feira do setor em toda a América Latina, opinião unânime entre os fabricantes internacionais de equipamentos para construção pesada. A feira reuniu 286 expositores e 457 marcas de 23 países e recebeu 34.213 visitantes, sendo 32.818 nacionais e 1.395 oriundos de 31 países. Para o presidente da SOBRATEMA, Afonso Mamede, a M&T EXPO 2006 confirmou sua vocação como feira do mercado latino americano. “Durante a fase anterior à realização visitamos países para contatar as principais associações empresariais ligadas à construção e à mineração, no sentido de levar essa mensagem de latinidade e convidá-los para participar conosco da feira. A acolhida foi muito calorosa e estiveram presentes representantes da Argentina, Bolívia, Cuba, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Uruguai”, informa Mamede. Durante a feira foi realizada a primeira reunião de trabalho entre a SOBRATEMA e os representantes das entidades do setor da construção e mineração dos países latino-americanos presentes, com o intuito de fortalecer relações e planejar iniciativas conjuntas que resultem em bons negócios para todos os países envolvidos. Neste ano, a M&T EXPO estreou o ELACOM – Encontro Latino Americano da Construção e Mineração, um evento paralelo de grande importância para os profissionais e empresas usuárias de equipamentos e do universo de peças, componentes, serviços e agregados da engenharia da construção. Esse encontro teve mais de 20 eventos simultâneos entre palestras técnicas, seminários, conferências nacionais e internacionais, possibilitando aos profissionais a possibilidade de delinear um panorama dos negócios do setor nos próximos anos e, com isso, planejar seus investimentos. |
