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Centro populariza o lazer e a arte

A instalação do Sesc, em Pinheiros, em São Paulo, é a maior em área construída da instituição. Possui um teatro com capacidade para 1.010 pessoas, auditório com 98 lugares e múltiplos espaços esportivos e de convivência

 

Sesc Pinheiros
Arquitetura / Miguel Juliano
Construção / Mendes Júnior Trading

A instalação do Sesc, em Pinheiros, em São Paulo, é a maior em área construída da instituição. Possui um teatro com capacidade para 1.010 pessoas, auditório com 98 lugares e múltiplos espaços esportivos e de convivência

Inaugurado em setembro de 2004, o Sesc Pinheiros concentra em 37 mil m² um amplo equipamento de lazer urbano, com atividades artísticas e esportivas, associativas e recreativas. O projeto do arquiteto Miguel Juliano está localizado em uma região que nos últimos anos vem passando por inúmeras transformações, por isso mesmo a edificação tomou-se referência na geografia do bairro. Conta com teatro, piscina coberta e aquecida com 830 m² de espelho d’água, área de atividades com 1.000 m², praça de alimentação, sala de jogos, espaço de leitura, internet livre, oficina cultural, dois ginásios de esportes, sendo um com cobertura retrátil, além de clínica odontológica.

Devido às características do terreno, em forma de "L", aberto para as Ruas Butantã e Paes Leme, o arquiteto propôs a utilização de cinco subsolos para a implantação do teatro com capacidade para 1.010 lugares, ficando este enterrado, constituindo, aliás, num dos maiores desafios do projeto.

Já o ginástico foi levado para o topo. Ao ser perguntado o porquê, o arquiteto afirma que além de servir às competições esportivas, o local também usado para a realização de eventos. “Ali acontecem apresentações de danças, feiras, shows, missas, enfim, os mais varados espetáculos", justifica. Em cima, com uma cobertura deslizante, pode-se usufruir de ventilação e luz natural nos dias ensolarados.

Contudo, no Sesc Pinheiros, Juliano não queria adotar uma estrutura que tivesse, do primeiro andar para cima, pilares com estrutura bem comportada. Tanto que, a própria divisão interna é bastante complexa.

Sobre o teatro, o pavimento térreo está acima da cota da Rua Paes Leme.

Assim, o andar térreo acabou sendo definido por vigas de transição, a fim de evitar que pilares próximos entre si limitassem a versatilidade dos andares superiores. "Daí os vãos serem os mesmos de cima a baixo, tanto no último andar quanto nos cinco subsolos onde se aloja o teatro", explica. E acrescenta: "São vãos de 25,5 m, espaçados a cada 12 m, com dois balanços laterais de 5,75 m. Logo, as vigas protendidas de 1 m de altura resolveram muito bem a questão". Quatro dos oito pilares em que o edifício apóia-se ficam aparentes na platéia do teatro, como testemunhas do papel que desempenham, suportando, assim, a grande massa superior do edifício.

Miguel Juliano destaca ainda que, neste projeto, preocupou-se muito com a resolução plástica do conjunto. Ele não queria nada tão limpo ou pobre, por outro lado, algo muito rebuscado corria o risco de ser taxado como "comercial". Para tanto, apostou no vidro laminado, mosaico de vidro e painel de alumínio composto na fachada.

O prédio, que possui acessibilidade universal, é também marcado por inovações tecnológicas, como controle de intensidade da iluminação artificial inversamente proporcional à diminuição da luz natural incidente, reaproveitamento da água de drenagem, chuveiros elétricos com dispositivos temporizados nos vestiários, padronização do sistema de batentes com regulagem telescópica da largura e sistema de regulagem da capacidade de absorção acústica no teatro.

[mais informações e imagens]

Fonte: CBCA (Centro Brasileiro de Construção em Aço)